"Cada um recebe seu livre-arbítrio de acordo com o Destino que deve cumprir. Nós fazemos, nós queremos o que o tema de nascimento nos incita a fazer e a querer." Panisha
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Os 10 mandamentos de Osho
Em 1970 perguntaram a Osho pelos seus dez mandamentos.
Esta foi sua resposta: ...
Você pergunta pelos meus dez mandamentos. Isso é muito difícil, porque eu sou contra qualquer tipo de mandamento. Todavia, só pela brincadeira, eu estabeleço o que se segue:
1 - Não obedeça a ordens, exceto àquelas que venham de dentro.
2 - O único Deus é a própria vida.
3 - A verdade está dentro, não a procure em nenhum outro lugar.
4 - O amor é a oração.
5 - O vazio é a porta para a verdade, é o meio, o fim e a realização.
6 - A vida é aqui e agora.
7 - Viva completamente acordado.
8 - Não nade, flutue.
9 - Morra a cada momento para que você possa se renovar a cada momento.
10 - Pare de buscar. O que é, é: pare e veja.
Osho em A Cup of Tea
Lua em Virgem
Escorpião
Deixo vos um texto sobre Escorpião , que adorei , da Vera Braz Mendes
“… E era de manhã quando Deus parou diante das suas doze crianças e em cada uma delas plantou a semente da vida humana. Uma por uma, dirigiram-se a Ele para receber a sua dádiva. (…)
A ti Escorpião, dou uma tarefa muito difícil. Terás a habilidade de conhecer a mente dos homens mas não permito que fales sobre o que aprenderes. Muitas vezes serás magoado pelo que vês e em tua dor te afastarás de Mim, e te esquecerás de que não sou Eu, mas a perversão da Minha Ideia que causa a tua dor. Terás tanto do homem, que chegarás a conhecê-lo como animal, e lutarás tanto com o teu instinto animal dentro de ti, que perderás o teu caminho; mas quando tu finalmente voltares para Mim, Escorpião, eu terei para ti a suprema dádiva do Propósito. E Escorpião voltou ao seu lugar.”
In Os Nódulos Lunares – Martin Schulman
Escorpião, signo de água, é o oitavo do zodíaco. Signo fixo, concentra através da água o ar libertado em Balança e cuja distribuição será feita pelo fogo de Sagitário. Depois da relação, do equilíbrio, do “casamento” em Balança, é necessário aprofundar, “entrar na intimidade do quarto” onde as paixões, os jogos de poder, o que está oculto é vivido intensamente e nos levam ao confronto connosco. É necessário entrar nas águas emocionais e integrá-las. Escorpião simboliza o lado profundo, transformador, regenerador da vida. O que está reprimido, escondido, oculto – o tabu. Escorpião é penetrante, magnético, procura fusão e, por isso, a sua ligação com o sexo - o canal perfeito para libertar energia reprimida, estagnada, primitiva… mas também simbolizando transcendência... do Eu. A fusão implica entrega. Como dizem os franceses “petite mort” – experiência de transcendência pouco depois do pico do orgasmo.
Escorpião é regido por Marte e Plutão. “Plutão, co-regente de Escorpião, é o deus do infra mundo, a carga subterrânea das origens ainda presente em cada um de nós. Força animal, cega, irracional, traduz-se em luta pela posse e pela sobrevivência. Marte, co-regente de Escorpião, mostra-nos o impulso activo, o desejo, tendencialmente obstinado, intenso, de uma agressividade introvertida, elevada à máxima potência pelo poder abissal de signo.
A Casa 8 pertence a Escorpião e é a 2ª Casa cármica, em que o Eu se confronta com a prisão obscura do seu próprio passado. Obriga a exorcizar antigos medos. É a carga psíquica e instintiva condicionada pelo desejo. É a vida sentida como obsessão de sobrevivência. O Signo e os Planetas que se situam na Casa VIII agem pressionados por memórias irracionais de mal-estar inconsciente. Afirmam-se frente aos outros através de uma qualquer forma de poder: material, sexual, ou psíquico. A Casa 8 é uma área de regeneração, de transformação interior, por isso é chamada a Casa da Morte". Por António Rosa noseu Blogue Cova do Urso
Mal fadado, incompreendido, certamente mal amado, não simbolizasse ele, o Escorpião, a Hidra, monstro de nove cabeças que vive escondido nas águas escuras, nas areias movediças do nosso inconsciente. Á espreita, sempre à espreita… Na sombra alimenta-se do medo, dos dejectos psíquicos, da nossa própria imperfeita natureza humana. Hidra, monstro, Ego, corpo de desejo, corpo de dor… tantos nomes que afinal correspondem tão só e apenas a uma ilusória necessidade humana - luta pela sobrevivência que nos impele a fugir das sombras ou a viver nelas. Luta contra a inevitabilidade da rendição ao poder da vontade da Alma. Rendição que, simbolicamente, acontece no oitavo signo, na oitava casa, na Porta Oculta do Escorpião. Depois da morte, há sempre renascimento. Como Fénix, o Ego morre e, como tudo na vida, renasce das cinzas para se colocar ao serviço da Alma. Até lá, tarefa difícil a de trazer à consciência, iluminar um inimigo tão poderoso. Como na história de Hércules, cortamos uma cabeça à Hidra e no seu lugar nascem duas. Enquanto Hércules lutou com a Hidra dentro de água não a dominou. Foi então que se lembrou das palavras do seu mestre: elevamo-nos quando nos ajoelhamos e triunfamos quando nos rendemos. Hércules ajoelhou-se, tirou o monstro da água e ergueu-o no ar. Retirou-lhe a força e venceu. Uma das cabeças da Hidra era imortal e continha uma jóia que Hércules enterrou. Nenhum problema, nenhuma sombra é integrada no nível em que aparece, é preciso subir de nível. O reconhecimento da nossa Hidra, a sua transmutação, são a verdadeira alquimia - a jóia – Poder da Vontade centrada, canalizada conscientemente na construção do Caminho.
O processo de Escorpião é a própria vida, está sempre a acontecer. Olhemos para o exemplo da Águia que quando envelhece o bico curva, as penas ficam espessas e as asas pesam, as garras ficam flexíveis e sem capacidade de segurar as presas. Algumas esperam a morte, mas outras tomam uma decisão dolorosamente difícil: voam para o alto de uma montanha e começam um processo de 150 dias de destruição, morte - arrancam o bico e depois de nascer outro arrancam as garras, para depois, tirarem as penas, uma a uma, esperando a nova plumagem. Ao fim dos 150 dias renascem e fazem o seu “voo de renovação”. Depois de um processo doloroso de transformação, voltam ao seu habitat mais fortes e prontas para viver mais 40 anos.
Todos temos no caminho este processo, metamorfose constante, morte e renascimento. A casa 8 de um Mapa Natal, os planetas que trazemos em Escorpião e a casa que abre com Escorpião é o que em nós tem de morrer para renascer. “Pela Lei da Polaridade Universal, só quando duas forças chegam à fase de oposição podem virar no seu contrário. Só no fundo do túnel se vê a luz. Esta é a sabedoria do Escorpião” (António Rosa). No Homem, nas plantas, nos animais, é a permanência da impermanência, e como dizia Lavoizier “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
“Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és. E lembra-te :
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão” Fernando Pessoa
Frases de Escorpião
Personalidade “Que a raia floresça e a decepção governe”
Alma “Eu sou guerreiro e saio triunfante da batalha”
Vera Braz Mendes
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Caranguejo - Eu Sinto
Caranguejo, o quarto signo do Zodíaco , Yin , Cardinal , Água, e a Lua sua Regente.
Signo das emoções , signo karmico , intuitivo, traz memorias de vidas passadas, precisa de sentir se em família, e vem para assumir o lado frágil que têm que não mostram a ninguém .
Guarda as coisas para si , vivendo com a sua ira , e quem está perto deles sente a invasão dessa ira , tal como conseguem contagiar e com grande satisfação as suas calorosas alegrias.
Têm uma carapaça dura e conservadora, mas debaixo dela existe alguém, frágil , gentil e doce
È o signo do pai, da mãe , da família , trazendo consigo um grande instinto maternal. Tendo uma grande necessidade de sentir e dar esse amor maternal.
Verdadeira necessidade dos caranguejos é agiram como a mãe da criança que têm dentro de si , de modo a não deixarem o vazio tornar se publico ao mundo.
São dotados de uma grande criatividade e imaginação, principalmente através das suas emoções.
Quando magoados conseguem ser muito cruéis , e egoístas.
O seu maior defeito é a mudança de humor, tanto estão super felizes , como 10 segundos depois , sem sequer se perceber porque , estão completamente mal dispostos e de péssimo humor.
É um sonhador :), muito ligado ao passado e sempre preocupado com o futuro.
Tem uma grande preocupação com as suas finanças e estabilidade financeira.
São excelentes confessores pois para eles um segredo é sagrado.
Teimosos por natureza , fazem tudo para não ficarem a perder numa discussão.
Gosta de ser apreciado:)
As suas emoções podem ser mais fortes que o corpo físico. Preocupações podem pô-lo doente e a satisfação cura-lo.
Têm uma memória fotográfica, que regista cada momento como se tivesse acabado de acontecer.
E no amor?! :) Quem diria! São super românticos e sonhadores, sonham com o amor e uma cabana , com o felizes para sempre. Agora imaginem o beijo! Entregam-se a um beijo como se fosse a ultima vez que beijassem, para eles o beijo é uma forma de demonstrar o que sentem, e por isso não aceitam o romantismo sem bocadinho de calor :) pois adoram provocar mil sensações :)
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Trânsitos de Plutão
Hoje foi um dia maravilhoso de partilha, e por isso deixo mais um texto dado pela Michelle , escrito por António Rosa , de quem adoro ler tudo o que escreve.
Quando estamos com um trânsito de Plutão a um planeta ou a um ângulo natal,
comportamo-nos temporariamente de uma forma que não é habitual:
•podemos ficar obcecados pelo passado
• podemos demonstrar níveis de ressentimento
• perdemo-nos nos nossos pensamentos
• ficamos profundamente pesarosos
• ou intensamente meditativos
• podem surgir eventos associados aos valores da Casa 8: dinheiro, sexo, morte e nascimento
•observamos ou participamos em lutas pelo poder
Em resumo: estamos cercados pelo poder transformador de Escorpião
Transformação? Quem falou em transformação? Pois sim, com Plutão, temos que
enfrentar o renascimento da Fénix em nós e enfrentar esse processo de
transformação.
E não temos escolha: só podemos aceitar.
Mas dói muito. Muito, mesmo.
O propósito deste apontamento é ajudar a entender o que nos pode estar a
acontecer e encontrar maneiras de trabalhar com a energia do trânsito, em vez
de lutarmos contra ela. Plutão fica retrógrado uma vez por ano, durante cinco
meses, fazendo as dores parecerem mais íntimas e intensas.
Como o seu andamento é muito lento, raramente se afasta do seu objectivo: o
aspecto ao planeta ou ao ângulo natais.
Raramente podemos perceber qual será o resultado do trânsito. Plutão anda para
a frente e para trás nos seus movimentos cósmicos. Habitualmente só conhecemos
o resultado definitivo dois ou três anos depois, apesar de hoje em dia ser
comum as pessoas dizerem que ficou tudo percebido.
A diferença na força como reagimos aos trânsitos de Plutão são distintas para
os optimistas e para os pessimistas.
Os optimistas resolvem um nadinha melhor os trânsitos de Plutão. :) O que
descobri, em termos pessoais – com uma oposição simultânea de Plutão em
trânsito ao meu Sol [em Gémeos, na 1] natal e uma conjunção de Plutão à minha
Lua [em Sagitário na 8] –, é que sendo eu um optimista inveterado (Lua em
Sagitário / 8 e Júpiter em Aquário / 9), de pouco me serviu a metafísica do
positivismo, ao enfrentar estes trânsitos, dos mais difíceis até hoje, no meu
mapa.
A maneira como me senti ao longo desses cinco anos com os 2 trânsitos em
simultâneo, a maior parte do tempo, nem sempre se coaduna com o meu optimismo
básico. Pensei muitas vezes que estava a ser submetido a uma operação, sem
anestesia. Libertei-me do passado, obcecando-me com ele. Chorei intensamente
por acontecimentos ocorridos há quase trinta anos. Fiquei zangado ao reviver
histórias antigas. Distanciei-me dos velhos amigos, ao criar novos interesses
na minha vida. Revivi situações da infância. As mulheres (Lua) da minha vida
desapareceram e chegaram outras que também desapareceram e só na última
"voltinha" é que permaneceram algumas amigas. Tantas e tantas
situações. Hoje, tento ajudar os outros a enfrentarem os seus demónios
interiores. Que mudança! Mas será que ainda sei lidar com os meus trânsitos de
Plutão? Um bocadinho mais, mas isso não evita que sinta intensamente esses
trânsitos. Aprendi a aceitá-los. Já não resisto.
Um trânsito de Plutão significa que não podemos esconder-nos mais do passado.
Acontece que, durante anos, acumulámos em nós uma tal quantidade de capas e
reservas que é necessário muito esforço para retirarmos tudo isso e aceitarmos
quem somos. Acumulámos tanto lixo psíquico, que libertarmo-nos disso, é um
projecto para toda a vida.
Todos nós precisamos caminhar para a frente, mas parece que somos incapazes de
abandonar o passado. Continuamos apegados à imagem que temos de nós mesmos.
Plutão ajuda-nos ou, melhor dizendo, força-nos à renúncia.
Os planetas lentos ajudam-nos a desenvolver uma consciência ligada ao divino.
Os trânsitos dos planetas lentos impelem-nos a nos abrirmos à mudança e a
tentarmos perceber que o divino está em nós.Que somos Ele, em aprendizagem na
crosta terrestre.
Se não quisermos extinguir como os dinossauros, precisamos aprender a mudar à
medida que o mundo se transforma – e os que não puderem ou não quiserem,
acabarão virando relíquias.
Plutão diz: “Muda, renuncia ao passado; aceita a transformação que te
apresento.”
Mas dói muito.
Porque é um trânsito que nos leva à velha distinção entre a personalidade e a
alma.
No nível da personalidade, o trânsito de Plutão pode ser um inferno para atravessar.
No nível da alma, pode ser a melhor coisa que nos acontece.
Precisamos aprender a ver com os nossos olhos interiores, não com os
exteriores. Há um propósito para a dor, mas o campo da nossa visão é muito
limitado, ainda mais quando estamos mergulhados no "problema".
A nosso ego, que não quer sofrer, diz à nossa mente acharmos estes trânsitos
muito maus porque doem.
Podemos sofrer de miopia espiritual e emocional, não sendo capazes de ver ao
longe, bem longe, para aprendermos a razão para a dor.
É como fazer uma operação; estamos a cortar uma parte doente do corpo. Logo
depois da operação, dói terrivelmente, e quando isso acontece o corpo está a
começar a curar-se. Plutão parece-se com isto, mas para mais doloroso.
Quando temos um padrão muito arreigado na nossa vida, parece que NUNCA conseguiremos
melhorar nessa área de vida.
E, desistimos.
É como, se no íntimo, disséssemos: “Seja o que Deus quiser.”
E, entregamos ao céu.
E aí, damos a volta no nosso contrário.
E, lentamente, muito lentamente, começamos a notar, aqui e ali, que algo está a
mudar. Que, de alguma forma, estamos a melhorar.
É quando desistimos dos nossos esforços para controlar a situação.
É quando aceitamos que essa área da nossa vida não vai mudar.
É quando reconhecemos que fomos derrotados.
É quando já não controlamos mais.
É quando aceitamos que as coisas estão fora do nosso controle e que seria
necessário um milagre para resolver a situação.
É quando passamos por esse estado de derrota total.
É quando tocamos o fundo desse padrão em relação àquela situação das
nossas vidas.
E temos que a entregar a um poder maior que nós mesmos.
E entregamos ao céu.
E tanto Plutão, como Quíron, Urano e Neptuno, colocam-nos em contacto com
níveis do Ser acima da personalidade humana. Levam-nos a contactar a nossa
alma.
É aí, nesse contacto com a nossa alma, quando damos a volta no nosso
contrário.
É Plutão no seu melhor
Grande parte da dor que sentimos com os trânsitos de Plutão é reflexo e
não causa; não é castigo, mas sim reajustamentos. É consequência, que significa
"seguir junto". Ou seja, a consequência segue junto com alguns
comportamentos em que estamos envolvidos e que nos provoca dor. É inevitável.
Quando estamos enroscados em alguma coisa, e o trânsito de Plutão está a
trabalhar para nos desenroscar, mas não queremos abandonar esse comportamento.
Resistimos.
Queremos continuar com aquele velho padrão que nos está “matando”.
Muito do que é doloroso lá fora é um espelho do que está dentro de nós e é o
que está a criar os nossos problemas.
Plutão força-nos a ver a verdade e, dói.
A verdade pode doer, mas liberta-nos. Mas primeiro, antes dessa liberdade,
ficamos de rastos. Vamos ao fundo.
No entanto, ver a verdade e deixar que as suas acções sejam guiadas por ela, é
parte da cura.
Somos teimosos, e queremos o queremos, quando queremos.
Acreditamos que sabemos o que é bom para nós.
Muitas vezes sofremos por não conseguirmos algo que seria devastador se tivesse
ocorrido da forma que queríamos.
Muitas e muitas pessoas ficam amarguradas por não conseguirem o que querem à
sua maneira ou por não terem o controle da situação. Nem imaginam a quantidade
de vezes que já ouvi esta frase, nas consultas de astrologia: "Eu era
assim, agora não." Pois! A vida deu-lhes tanto na cabeça que tiveram que
aprender à força.
Isto é Plutão. Inexorável!
É por isso que recomendo ser de grande importância que, quando fazemos as
nossas co-criações, estas terminem sempre com uma frase semelhante a esta: “Ou
que o céu faça o que for melhor para mim.”
Temos aqui um exemplo possível de meditação:
“Que eu tenha serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar,
coragem para mudar as coisas que posso e sabedoria para perceber a diferença.”
O isolamento terapêutico
Na nossa cultura gregária, uma pessoa que se afasta do padrão habitual é
encarada como estando “estranha”, é encarada como sendo anti-social, mas muitas
vezes, num trânsito de Plutão, o isolamento é curador.
Este isolamento dá-nos a oportunidade de não agirmos mediante velhos padrões.
Decidimos que não vamos fazer mais aquilo, mas não sabemos o que fazer em
substituição e é aí que nos retiramos, nos isolamos. Para reaprender.
Isso dá-nos a oportunidade para nos prepararmos para agir de modo diferente,
quando tudo “aquilo” terminar.
Um tempo sozinho é particularmente eficaz. Momentos de silêncio são
fundamentais para escutarmos a voz da alma.
Particularmente quando alguém não consegue ficar sozinho, e entra em todo o
tipo de interacções distorcidas, que envolvem controle e lutas de poder.
O isolamento e o silêncio terapêuticos são muito importantes.
As pessoas podem sentir que ficam bem sozinhas, que não irão morrer se não
tiverem alguém por perto.
Os relacionamentos não são tão “vida ou morte” como pensamos que são.
Estar só devia ser uma aprendizagem para saber estar acompanhado.
Considerando o isolamento sob outro ângulo, a infelicidade nem sempre adora
companhia; às vezes até detesta.
Há épocas que é doloroso estar com os outros e sofrer a sua falta de
entendimento ou profunda indiferença. É preferível, então, estar só e lamber as
feridas, compreendendo-as e fazendo o auto-perdão.
Podemos afastar as pessoas com a nossa raiva ou angústia. É uma das formas de
nos concentrarmos no nosso “eu” e assim iniciarmos a nossa cura, sem termos de
estar preocupados com as necessidades dos outros.
Temos exemplos de reclusão e isolamento plutoniano: os períodos a seguir ao
parto. A necessidade de dar tempo a que surgisse uma nova identificação com o
ser que tinha nascido. As sociedades modernas consideram estas reclusões como
arcaicas. É por isso que se fala tanto, hoje em dia, em depressão pós-parto.
Todos os períodos de perda são plutonianos.
Apenas o tempo nos pode fazer perceber a orientação dos nossos guias, e nem
sempre tomamos o tempo suficiente para receber essa orientação no decorrer da
nossa vida febril.
Nos tempos antigos, tínhamos os retiros e mosteiros. Actualmente, a pessoa
comum não tem nada parecido com isso, mas é pior, não tem consciência da
necessidade disso.
Hoje temos o cancro!
Se sentir necessidade de um período de isolamento, faça-o. É uma solução.
António Rosa
Entrevista a Maria José Costa Félix
Hoje deixo-vos uma entrevista de Maria José Costa Félix , enviada pela minha querida amiga Michelle Daya
“Estamos todos a ser ‘obrigados’ a ir ao caroço daquilo que somos”
Astróloga e jornalista há 30 anos, Maria José Costa Félix acaba de lançar o seu oitavo livro, um mergulho nas profundezas do Amor. Numa conversa com a PROGREDIR, a autora de “Atalhos do amor” fala do principal motor da vida e dos desafios que nos são lançados atualmente. Entrevista por Sofia Frazoa e Fotos por Joana Aguiam

PROGREDIR: A que estamos a ser convidados com esta crise?
MARIA JOSÉ COSTA FÉLIX (MJCF): Estamos a ser “obrigados” a uma regeneração ao nível de “o que é a essência daquilo que eu sou?”. Porque há aquilo que eu sou, o que herdei dos meus pais, o que meteram cá para dentro através da educação, o que fui colhendo através das várias experiências da minha vida. Todos somos condicionados no sentido de nos encaixarmos e aprendermos a viver neste mundo, que é o que os nossos pais e a sociedade nos ensinam. Mas vamos arranjando uma espécie de carapaça e o que somos ao nível da essência vai ficando escondido, tapado, muitas vezes para sempre. Somos condicionados para precisarmos de uma quantidade enorme de coisas.
PROGREDIR: E agora temos de aprender a viver sem elas?
MJCF: Temos sempre de ter algumas coisas porque somos espírito, mas também somos matéria. Portanto, enquanto estivermos neste mundo, temos de ter algum dinheiro para sobreviver, mas não temos de ter mais do que isso. Se estivermos muito entretidos a gastar muito dinheiro esquecemo-nos que somos espírito, que é aquilo que permanece. E, nestas alturas, estamos todos a ser “obrigados” - a nível individual, familiar, do país, do mundo - a ir ao cerne, ao caroço daquilo que somos. Somos um ser limitado, mas habitado por algo de ilimitado. Penso que quem não tiver um lado espiritual ou uma outra forma de não se limitar ao ganhar dinheiro, não encontra saída. Porque, realmente, estamos a ter que limpar, deitar fora, tudo aquilo que nos esteja a tapar para o que somos ao nível da essência.
PROGREDIR: Mas cada um tem os seus desafios…
MJCF: A forma como cada um está a ser obrigado a viver estes tempos varia conforme aquilo que a pessoa tiver necessidade de cortar, for convidada a largar para aprender. Se, por exemplo, uma pessoa pensa que não vive sem carro e, de repente, deixa de ter dinheiro para a gasolina é para ver que, na realidade, se calhar consegue e pode viver feliz sem um carro.
PROGREDIR: Astrologicamente, quais são os planetas responsáveis por esta mudança?
MJCF: Este trabalho é essencialmente feito por Plutão, o planeta dono de Escorpião. O seu significado é morrer para renascer, portanto, é deitar fora uma determinada coisa, se já não ajuda na nossa evolução. Se eu não souber o quê, a vida encarrega-se de nos fazer passar por isso. Porque, ao mesmo tempo, este Plutão está (e vai estar) no signo de Capricórnio, o signo do despojamento. Ou seja, de que é que tenho de me despojar, seja um objeto, uma maneira de pensar, um relacionamento? Isto depois é muito reforçado pelo facto de Saturno, que é o dono de Capricórnio, estar ainda em Balança, que é o signo da relação a dois. Portanto, a nível de relacionamentos, todos nós estamos a ser “obrigados” a ver que o importante de um relacionamento, qualquer que seja o nível, é olhar para aquela pessoa sem ser alguém a quem eu tenha de me agarrar, de quem preciso, uma espécie de bengala.
PROGREDIR: O convite é para encararmos o outro de que forma?
MJCF: O outro pode servir-me de espelho porque é no confronto de mim com aquela pessoa que eu posso ver melhor o que tenho de trabalhar. Os relacionamentos são muito importantes – os íntimos mais importantes ainda – porque é através da relação com aquela pessoa que eu mais vou podendo mergulhar em mim. E, ao mergulhar em mim, vou vendo o que existe para lá do acidental, do efémero. Qual é o meu lado divino? É aquilo que há em mim e que permanece para lá do que morre (tem muitos nomes, como espírito, alma). Nesta altura estamos a ser “obrigados” a ver que há muitas coisas nas nossas vidas que não só não nos ajudam como, pelo contrário, nos prejudicam e nos atrapalham, nos pesam a evolução. O que conta é a evolução. É eu ir descobrindo que sou mais do que aquilo que vejo de mim quando olho para o espelho.
PROGREDIR: Quem já tem vindo a fazer esse trabalho evolutivo pode conseguir escapar a esta crise?
MJCF: As pessoas estão em planos diferentes, mas isto não pode, de maneira nenhuma, ser uma coisa fácil para ninguém porque todos nós estamos a ser “obrigados” a ir ao fundo. É como ter uma casa que está limpa, mas agora temos de fazer uma limpeza profundíssima e ver debaixo de todos os móveis o que temos de deitar fora. Todos temos lixo cá dentro, todos temos coisas de que já não precisamos. Ninguém pode passar ao lado desta tendência porque, se a pessoa ainda aqui está, é porque ainda está presa à matéria.
PROGREDIR: Estará mais presa se mais jovem ou não é necessariamente assim?
MJCF: Evidentemente que, em termos de despojamento, uma pessoa mais velha é diferente de uma pessoa que tem 20 anos. Até aos 30, 35 anos, é um período em que as pessoas têm mesmo de conquistar coisas, de sentir que são boas, apreciadas. Estão no auge, têm de passar por isso. E depois, lentamente, vão vendo que tudo, afinal, é efémero e que, a certa altura, é preciso deixar ir, às vezes com derrocadas. A partir de um dado momento, provavelmente, já não é preciso haver essas coisas tão horríveis, tão violentas. A consciência que temos do significado, do porquê do que nos está a acontecer, vai sendo cada vez maior e a pessoa deixa-se conduzir. Hoje em dia, a minha mente racional incomoda-me muito menos do que dantes.
PROGREDIR: É a vida que nos vai guiando?
MJCF: A vida é que nos vai mostrando o que é e como é. Constato que há muitas pessoas que não têm problemas de dinheiro, mas que deixaram de ir a restaurantes e viajar, embora gostassem, por causa da crise. Isso está completamente errado. Se uma pessoa gosta de fazer uma determinada coisa e pode fazê-la, faça-a! Isto varia de pessoa para pessoa. Cada um tem de ver se pode fazer aquilo que lhe dá mesmo prazer. É que se pode, materialmente falando, é porque está a ser convidado pela vida a fazê-lo e a ter prazer com isso. O prazer em viver é uma coisa muito importante.
PROGREDIR: E quando não conseguimos aceder ao convite da vida e não conseguimos ou não queremos, por exemplo, largar o velho para deixar entrar o novo?
MJCF: Quando eu utilizei a palavra “obrigatório”, é muito rigoroso, é muito forte. Detesto as palavras castigo e recompensa, mas acho que se pode empregar a lei da causa/consequência. Ou seja, se eu estou a ser convidada a fazer um determinado trabalho – e se eu estou a ser convidada é porque posso fazê-lo –, se não o fizer, é grave no sentido de que há uma coisa qualquer que acontece e que não precisaria de acontecer. Como muitas das doenças esquisitas para as quais ninguém encontra razão. Muitas pessoas próximas a mim morreram antes de tempo, não tenho dúvidas nenhumas.
PROGREDIR: Morreram porque não aceitaram o convite da mudança?
MJCF: Antes de tempo no sentido em que está certo a pessoa ir-se embora quando já não está aqui a fazer nada, quando já fez tudo aquilo que podia ter feito. E o que eu acho que é suposto é a pessoa ir até ao final da sua caminhada terrena. Eu sei de muitas pessoas próximas que foram embora mais cedo. Quem acredita na lei do karma, nas reencarnações e noutras vidas, acredita na lei da causa/consequência. Já nesta vida nós temos a recompensa. No fundo, a pessoa deve ousar acreditar. Aquela ideia de que a fé move montanhas, pois a fé é uma ousadia. No fundo, não temos certeza de nada. Hoje em dia todos temos de aprender que nada é garantido. E temos de acreditar que nada nos vai faltar ao nível do que é essencial.
PROGREDIR: E nos relacionamentos, o tema central do seu último livro “Atalhos do Amor”, aplica-se o mesmo?
MJCF: É a mesma coisa. Às vezes somos atraídos por pessoas que nos magoam. Ouço pessoas a dizerem uma frase que considero um disparate: “Eu, apaixonar-me mais?! Não quero!”. Porque dá muito trabalho, porque depois a pessoa vai-se embora e o outro sofre. Temos de estar de coração aberto, ou seja, acreditando que a nossa cabeça, as nossas necessidades de dizermos que precisamos de alguém e que não queremos ficar sozinhas, são ilusões. Se eu sinto uma necessidade enormíssima de viver com aquela pessoa, de fazer tudo para a puxar para mim, devo fazê-lo. É porque tenho ainda de aprender como isso é falso, como é uma ilusão. O que eu acho que nunca ninguém deve fazer é cortar, dizer que nunca mais se apaixonará. Se estamos a ser atraídos por uma pessoa, mesmo que saibamos que é um erro, é porque temos alguma coisa a aprender com ela. E muitas vezes temos de aprender através de coisas que nos magoam.
PROGREDIR: E temos aqui uma oportunidade de crescimento?
MJCF: O campo dos relacionamentos é aquele em que mais podemos crescer. É, no fundo, ao Amar aquela pessoa, ao ter um relacionamento especial com aquela pessoa, que mais posso aprender como a liberdade existe e como sou um ser livre. Fala-se muito em Alma Gémea, cara-metade, etc. Isso é um bocado “treta” porque ninguém é metade de ninguém, nós somos inteiros. Agora, é através de eu me relacionar com aquela pessoa que vou ver que, na realidade, eu queria que ela fosse tudo para mim ou eu tudo para ela. Temos uma ânsia de absoluto. Em todos nós há apelo à perfeição, mas com consciência de que a perfeição não é neste mundo. Vivemos na dualidade (a noite e o dia, a luz e a sombra…).
PROGREDIR: Como é que se consegue aceitar a nossa sombra, já que buscamos a perfeição?
MJCF: A questão da luz e da sombra é extremamente importante porque temos sempre aquela vontade de ser perfeitos, de não fazer nada mal, de encontrar a pessoa acertada. Quando, no fundo, temos que ir aprendendo que o importante é as experiências que me levam ao encontro comigo. Então, é por isso que aquela pessoa é muito importante para mim. As primeiras pessoas de quem precisamos são dos nossos pais e, depois, vamos precisando de várias. Eu não estou sozinha. Todos temos de ir aprendendo que somos um. E, portanto, aquela pessoa que eu odeio, que me magoou horrorosamente, eu também sou essa pessoa. A vida e o caminhar é da dualidade para a unidade. Quanto mais próximos estivermos da unidade, mais tranquilos estamos.
PROGREDIR: Estas aprendizagens de que fala, mesmo as mais dolorosas, são sempre sobre nós?
MJCF: Claro. Se eu estou continuamente a ser atraída por aquela pessoa é porque, de certeza, aquelas características também estão em mim. Podemos não demonstrá-las, nem sequer ter consciência. A quantidade de vezes que repetimos os mesmos padrões é para ir vendo como há coisas em mim de sombra, escuridão, negativo, que eu não ousava ver. É ao atrair uma pessoa com essas características que vou perceber as coisas negativas que estão em mim. Por isso é que os relacionamentos são muito importantes e o que destaco neste livro é que, realmente, não há nada mais importante do que o Amor. No entanto, também não há nada mais difícil do que sabermos, por experiência vivida, como é ter uma relação que nos preencha plenamente.
PROGREDIR: O que torna essa experiência tão difícil?
MJCF: Não é fácil porque andamos iludidos, achando que pode haver alguém que nos satisfaça completamente. Procuramos fora aquilo que não existe, já que nenhuma pessoa me pode preencher na totalidade. E só vamos entender isso à medida que nos apaixonamos ou nos relacionamos. Iludimo-nos e temos de nos desiludir as vezes que forem precisas até vermos que, no fundo, não preciso de nada desta pessoa a não ser aprender, para ver que eu já tenho em mim aquilo que eu procuro nela. Enquanto cá estamos, o que importa é olharmos a vida como qualquer coisa que não tem fim, mesmo quando tiver.
PROGREDIR: Há um caminho para o Amor ou cada um tem o seu?
MJCF: O Amor está para lá de nós, o Amor é a fonte de tudo. Vivemos o Amor de diversas formas, através da natureza, dos animais, da música e, de uma forma especial, através da relação com o outro. Quando eu perco uma pessoa de quem eu gosto, porque morreu, e eu digo “perdi o amor”, não perdi Amor nenhum. O Amor continua em mim. Eu deixei de poder viver o Amor através daquela pessoa. Portanto, o Amor é a força, o grande motor, por isso é tão importante sentirmo-nos amados.
PROGREDIR: Os trânsitos astrológicos levam-nos nesse sentido?
MJCF: Estes trânsitos levam-nos extraordinariamente para aí porque, por exemplo, Neptuno, o dono de Peixes, que tem a ver com este Amor, está a entrar agora em Peixes. Aquário e Peixes são os dois signos mais evoluídos do Zodíaco, que falam precisamente daquilo que está para lá do aqui e do agora. Aquário pela via mental e Peixes pela via emocional. Urano (que tem a ver com a mudança, com a ousadia) passou por Aquário e Peixes e, nesta altura, em Carneiro, convida-nos a ousarmos, a começar qualquer coisa de novo. Fala-se de mudança de paradigma e é completamente. Mudança em termos de saber que eu sou um indivíduo, livre, que tenho de estar inteiro comigo, que eu é que decido o que faço. Tendo em vista que eu sou um num meio do universo, quanto mais me for encontrando comigo, mais me vou sentindo ligada a todos os outros.
PROGREDIR: Por que razão ainda temos necessidade da comparação com o exterior?
MJCF: Se uma pessoa não aproveita bem as coisas que tem, vive carente. Se estivermos sempre a pensar que precisamos de coisas porque os nossos amigos também têm, então não reparamos e não aproveitamos o que temos. E o que temos vai ficando sem significado e vai desparecendo porque não vale a pena termos. Sinto isso e vejo em muitas pessoas que os tempos de crise - que são sempre uma passagem de nível - são um empurrão no sentido de vermos que há coisas que temos de largar para termos outras, muitas vezes sem sabermos quais. Ou então para apreciarmos de forma diferente aquilo que temos. Vivemos num país com imenso Sol, podemos andar, temos o mar ao pé. Somos responsáveis por aquilo que temos e por aquilo que somos.
PROGREDIR: Há uma passagem no livro que diz que nem sempre encontramos o Amor. Como é que isso é possível?
MJCF: Refiro-me ao Amor com maiúscula, que está para lá das emoções, sem necessidade de luta nem de fusão total com alguém. Amar é simplesmente abrir a Alma. Ou seja, o Amor é tudo, é o absoluto, é a verdade, é a força propulsora da vida. Isso é dado a cada um de nós. Cada um é convidado, desde o princípio da nossa vida, a conhecer o Amor através de muitas maneiras. Há pessoas que dizem que nunca amaram verdadeiramente ninguém. Mas digamos que o Amor está dentro de todos nós e manifesta-se através das pessoas e coisas de que gostamos. Agora, se eu restringir o Amor a casar ou viver intimamente, é normal a pessoa dizer que passou pela vida sem conhecer o Amor, mas eu não acho que isso seja verdade. Porque sem Amor não há vida. Digamos que a forma de irmos descobrindo o que é o Amor é procurando olhar para o milagre da vida que está a cada passo.
PROGREDIR: Mas, apesar desse conceito universal, o Amor varia de pessoa para pessoa?
MJCF: O Amor está em todo o lado, agora é evidente que a forma como cada um se apercebe varia de pessoa para pessoa. Eu penso que, para a pessoa se sentir realmente amada, não tem de depender de ter um marido ou um namorado, um pai ou uma mãe que a ame incondicionalmente. E o que está nas nossas cabeças é isso. Eu tenho Amor se houver alguma pessoa especial na minha vida. É completamente uma ilusão e, por causa dessa ilusão, dessa procura, dessa mania, muitas pessoas se desiludem e acontecem coisas terríveis (violência doméstica, crianças maltratadas, etc).
PROGREDIR: Qual é o segredo para nos sentirmos bem, convivendo com as nossas sombras e com esse Amor que habita em nós?
MJCF: É só aceitando o que no dia-a-dia nos é “imposto”. Estou com uma dor de cabeça horrorosa ou quero que aquela pessoa me telefone e ela não telefona. Ou seja, olhando para o dia. De manhã, é bom acordar e ter uma atitude de agradecimento. Há muitas coisas que fazemos maquinalmente: acordamos, levantamo-nos, tomamos o pequeno-almoço. Depois há coisas que temos mesmo de fazer maquinalmente, mas sempre que as podemos fazer de outra maneira, é fundamental. Se tivermos a Alma aberta, temos sempre motivos de agradecimento. E, claro, também temos motivos de entristecimento. Mas está nas nossas mãos dar mais peso, focalizar mais as nossas energias, para aquilo que nos é dado, como o Sol.
PROGREDIR: Que estratégias se podem usar para não nos sentirmos tão sós ou dependentes dos outros?
MJCF: Uma pessoa que vive sozinha, por exemplo, diz que não tem ninguém, mas há sítios onde as pessoas se encontram, como um jardim para jogar às cartas. Ter um ser vivo em casa também é importantíssimo. A pessoa tem de ter uma atitude ativa. O Amor não é uma coisa que se impõe, está em todos nós e no mundo todo, mas está como que a dizer “vem-me descobrir, eu estou à tua espera”. Não está escondido porque se manifesta, mas está à espera que o descubramos. Por exemplo, se eu estou a querer conquistar uma pessoa, então para ela sou sedutora, simpática, porque tenho aquela fisgada. Estou a canalizar as energias todas para ali e as outras coisas passam despercebidas. Só que o Amor, realmente, manifesta-se das mais variadas maneiras. Eu acho que tanto faz, ao nível do essencial, se é através de uma pessoa pela qual eu estou apaixonada, por um concerto ou por algo que uma pessoa escreve e me causa bem-estar. Esta descoberta do Amor, às vezes, é mais complicada do que outras e exige um longo trajeto.
Revista Progredir, O Desenvolvimento Pessoal ao seu Alcance
“Estamos todos a ser ‘obrigados’ a ir ao caroço daquilo que somos”
Astróloga e jornalista há 30 anos, Maria José Costa Félix acaba de lançar o seu oitavo livro, um mergulho nas profundezas do Amor. Numa conversa com a PROGREDIR, a autora de “Atalhos do amor” fala do principal motor da vida e dos desafios que nos são lançados atualmente. Entrevista por Sofia Frazoa e Fotos por Joana Aguiam
PROGREDIR: A que estamos a ser convidados com esta crise?
MARIA JOSÉ COSTA FÉLIX (MJCF): Estamos a ser “obrigados” a uma regeneração ao nível de “o que é a essência daquilo que eu sou?”. Porque há aquilo que eu sou, o que herdei dos meus pais, o que meteram cá para dentro através da educação, o que fui colhendo através das várias experiências da minha vida. Todos somos condicionados no sentido de nos encaixarmos e aprendermos a viver neste mundo, que é o que os nossos pais e a sociedade nos ensinam. Mas vamos arranjando uma espécie de carapaça e o que somos ao nível da essência vai ficando escondido, tapado, muitas vezes para sempre. Somos condicionados para precisarmos de uma quantidade enorme de coisas.
PROGREDIR: E agora temos de aprender a viver sem elas?
MJCF: Temos sempre de ter algumas coisas porque somos espírito, mas também somos matéria. Portanto, enquanto estivermos neste mundo, temos de ter algum dinheiro para sobreviver, mas não temos de ter mais do que isso. Se estivermos muito entretidos a gastar muito dinheiro esquecemo-nos que somos espírito, que é aquilo que permanece. E, nestas alturas, estamos todos a ser “obrigados” - a nível individual, familiar, do país, do mundo - a ir ao cerne, ao caroço daquilo que somos. Somos um ser limitado, mas habitado por algo de ilimitado. Penso que quem não tiver um lado espiritual ou uma outra forma de não se limitar ao ganhar dinheiro, não encontra saída. Porque, realmente, estamos a ter que limpar, deitar fora, tudo aquilo que nos esteja a tapar para o que somos ao nível da essência.
PROGREDIR: Mas cada um tem os seus desafios…
MJCF: A forma como cada um está a ser obrigado a viver estes tempos varia conforme aquilo que a pessoa tiver necessidade de cortar, for convidada a largar para aprender. Se, por exemplo, uma pessoa pensa que não vive sem carro e, de repente, deixa de ter dinheiro para a gasolina é para ver que, na realidade, se calhar consegue e pode viver feliz sem um carro.
PROGREDIR: Astrologicamente, quais são os planetas responsáveis por esta mudança?
MJCF: Este trabalho é essencialmente feito por Plutão, o planeta dono de Escorpião. O seu significado é morrer para renascer, portanto, é deitar fora uma determinada coisa, se já não ajuda na nossa evolução. Se eu não souber o quê, a vida encarrega-se de nos fazer passar por isso. Porque, ao mesmo tempo, este Plutão está (e vai estar) no signo de Capricórnio, o signo do despojamento. Ou seja, de que é que tenho de me despojar, seja um objeto, uma maneira de pensar, um relacionamento? Isto depois é muito reforçado pelo facto de Saturno, que é o dono de Capricórnio, estar ainda em Balança, que é o signo da relação a dois. Portanto, a nível de relacionamentos, todos nós estamos a ser “obrigados” a ver que o importante de um relacionamento, qualquer que seja o nível, é olhar para aquela pessoa sem ser alguém a quem eu tenha de me agarrar, de quem preciso, uma espécie de bengala.
PROGREDIR: O convite é para encararmos o outro de que forma?
MJCF: O outro pode servir-me de espelho porque é no confronto de mim com aquela pessoa que eu posso ver melhor o que tenho de trabalhar. Os relacionamentos são muito importantes – os íntimos mais importantes ainda – porque é através da relação com aquela pessoa que eu mais vou podendo mergulhar em mim. E, ao mergulhar em mim, vou vendo o que existe para lá do acidental, do efémero. Qual é o meu lado divino? É aquilo que há em mim e que permanece para lá do que morre (tem muitos nomes, como espírito, alma). Nesta altura estamos a ser “obrigados” a ver que há muitas coisas nas nossas vidas que não só não nos ajudam como, pelo contrário, nos prejudicam e nos atrapalham, nos pesam a evolução. O que conta é a evolução. É eu ir descobrindo que sou mais do que aquilo que vejo de mim quando olho para o espelho.
PROGREDIR: Quem já tem vindo a fazer esse trabalho evolutivo pode conseguir escapar a esta crise?
MJCF: As pessoas estão em planos diferentes, mas isto não pode, de maneira nenhuma, ser uma coisa fácil para ninguém porque todos nós estamos a ser “obrigados” a ir ao fundo. É como ter uma casa que está limpa, mas agora temos de fazer uma limpeza profundíssima e ver debaixo de todos os móveis o que temos de deitar fora. Todos temos lixo cá dentro, todos temos coisas de que já não precisamos. Ninguém pode passar ao lado desta tendência porque, se a pessoa ainda aqui está, é porque ainda está presa à matéria.
PROGREDIR: Estará mais presa se mais jovem ou não é necessariamente assim?
MJCF: Evidentemente que, em termos de despojamento, uma pessoa mais velha é diferente de uma pessoa que tem 20 anos. Até aos 30, 35 anos, é um período em que as pessoas têm mesmo de conquistar coisas, de sentir que são boas, apreciadas. Estão no auge, têm de passar por isso. E depois, lentamente, vão vendo que tudo, afinal, é efémero e que, a certa altura, é preciso deixar ir, às vezes com derrocadas. A partir de um dado momento, provavelmente, já não é preciso haver essas coisas tão horríveis, tão violentas. A consciência que temos do significado, do porquê do que nos está a acontecer, vai sendo cada vez maior e a pessoa deixa-se conduzir. Hoje em dia, a minha mente racional incomoda-me muito menos do que dantes.
PROGREDIR: É a vida que nos vai guiando?
MJCF: A vida é que nos vai mostrando o que é e como é. Constato que há muitas pessoas que não têm problemas de dinheiro, mas que deixaram de ir a restaurantes e viajar, embora gostassem, por causa da crise. Isso está completamente errado. Se uma pessoa gosta de fazer uma determinada coisa e pode fazê-la, faça-a! Isto varia de pessoa para pessoa. Cada um tem de ver se pode fazer aquilo que lhe dá mesmo prazer. É que se pode, materialmente falando, é porque está a ser convidado pela vida a fazê-lo e a ter prazer com isso. O prazer em viver é uma coisa muito importante.
PROGREDIR: E quando não conseguimos aceder ao convite da vida e não conseguimos ou não queremos, por exemplo, largar o velho para deixar entrar o novo?
MJCF: Quando eu utilizei a palavra “obrigatório”, é muito rigoroso, é muito forte. Detesto as palavras castigo e recompensa, mas acho que se pode empregar a lei da causa/consequência. Ou seja, se eu estou a ser convidada a fazer um determinado trabalho – e se eu estou a ser convidada é porque posso fazê-lo –, se não o fizer, é grave no sentido de que há uma coisa qualquer que acontece e que não precisaria de acontecer. Como muitas das doenças esquisitas para as quais ninguém encontra razão. Muitas pessoas próximas a mim morreram antes de tempo, não tenho dúvidas nenhumas.
PROGREDIR: Morreram porque não aceitaram o convite da mudança?
MJCF: Antes de tempo no sentido em que está certo a pessoa ir-se embora quando já não está aqui a fazer nada, quando já fez tudo aquilo que podia ter feito. E o que eu acho que é suposto é a pessoa ir até ao final da sua caminhada terrena. Eu sei de muitas pessoas próximas que foram embora mais cedo. Quem acredita na lei do karma, nas reencarnações e noutras vidas, acredita na lei da causa/consequência. Já nesta vida nós temos a recompensa. No fundo, a pessoa deve ousar acreditar. Aquela ideia de que a fé move montanhas, pois a fé é uma ousadia. No fundo, não temos certeza de nada. Hoje em dia todos temos de aprender que nada é garantido. E temos de acreditar que nada nos vai faltar ao nível do que é essencial.
PROGREDIR: E nos relacionamentos, o tema central do seu último livro “Atalhos do Amor”, aplica-se o mesmo?
MJCF: É a mesma coisa. Às vezes somos atraídos por pessoas que nos magoam. Ouço pessoas a dizerem uma frase que considero um disparate: “Eu, apaixonar-me mais?! Não quero!”. Porque dá muito trabalho, porque depois a pessoa vai-se embora e o outro sofre. Temos de estar de coração aberto, ou seja, acreditando que a nossa cabeça, as nossas necessidades de dizermos que precisamos de alguém e que não queremos ficar sozinhas, são ilusões. Se eu sinto uma necessidade enormíssima de viver com aquela pessoa, de fazer tudo para a puxar para mim, devo fazê-lo. É porque tenho ainda de aprender como isso é falso, como é uma ilusão. O que eu acho que nunca ninguém deve fazer é cortar, dizer que nunca mais se apaixonará. Se estamos a ser atraídos por uma pessoa, mesmo que saibamos que é um erro, é porque temos alguma coisa a aprender com ela. E muitas vezes temos de aprender através de coisas que nos magoam.
PROGREDIR: E temos aqui uma oportunidade de crescimento?
MJCF: O campo dos relacionamentos é aquele em que mais podemos crescer. É, no fundo, ao Amar aquela pessoa, ao ter um relacionamento especial com aquela pessoa, que mais posso aprender como a liberdade existe e como sou um ser livre. Fala-se muito em Alma Gémea, cara-metade, etc. Isso é um bocado “treta” porque ninguém é metade de ninguém, nós somos inteiros. Agora, é através de eu me relacionar com aquela pessoa que vou ver que, na realidade, eu queria que ela fosse tudo para mim ou eu tudo para ela. Temos uma ânsia de absoluto. Em todos nós há apelo à perfeição, mas com consciência de que a perfeição não é neste mundo. Vivemos na dualidade (a noite e o dia, a luz e a sombra…).
PROGREDIR: Como é que se consegue aceitar a nossa sombra, já que buscamos a perfeição?
MJCF: A questão da luz e da sombra é extremamente importante porque temos sempre aquela vontade de ser perfeitos, de não fazer nada mal, de encontrar a pessoa acertada. Quando, no fundo, temos que ir aprendendo que o importante é as experiências que me levam ao encontro comigo. Então, é por isso que aquela pessoa é muito importante para mim. As primeiras pessoas de quem precisamos são dos nossos pais e, depois, vamos precisando de várias. Eu não estou sozinha. Todos temos de ir aprendendo que somos um. E, portanto, aquela pessoa que eu odeio, que me magoou horrorosamente, eu também sou essa pessoa. A vida e o caminhar é da dualidade para a unidade. Quanto mais próximos estivermos da unidade, mais tranquilos estamos.
PROGREDIR: Estas aprendizagens de que fala, mesmo as mais dolorosas, são sempre sobre nós?
MJCF: Claro. Se eu estou continuamente a ser atraída por aquela pessoa é porque, de certeza, aquelas características também estão em mim. Podemos não demonstrá-las, nem sequer ter consciência. A quantidade de vezes que repetimos os mesmos padrões é para ir vendo como há coisas em mim de sombra, escuridão, negativo, que eu não ousava ver. É ao atrair uma pessoa com essas características que vou perceber as coisas negativas que estão em mim. Por isso é que os relacionamentos são muito importantes e o que destaco neste livro é que, realmente, não há nada mais importante do que o Amor. No entanto, também não há nada mais difícil do que sabermos, por experiência vivida, como é ter uma relação que nos preencha plenamente.
PROGREDIR: O que torna essa experiência tão difícil?
MJCF: Não é fácil porque andamos iludidos, achando que pode haver alguém que nos satisfaça completamente. Procuramos fora aquilo que não existe, já que nenhuma pessoa me pode preencher na totalidade. E só vamos entender isso à medida que nos apaixonamos ou nos relacionamos. Iludimo-nos e temos de nos desiludir as vezes que forem precisas até vermos que, no fundo, não preciso de nada desta pessoa a não ser aprender, para ver que eu já tenho em mim aquilo que eu procuro nela. Enquanto cá estamos, o que importa é olharmos a vida como qualquer coisa que não tem fim, mesmo quando tiver.
PROGREDIR: Há um caminho para o Amor ou cada um tem o seu?
MJCF: O Amor está para lá de nós, o Amor é a fonte de tudo. Vivemos o Amor de diversas formas, através da natureza, dos animais, da música e, de uma forma especial, através da relação com o outro. Quando eu perco uma pessoa de quem eu gosto, porque morreu, e eu digo “perdi o amor”, não perdi Amor nenhum. O Amor continua em mim. Eu deixei de poder viver o Amor através daquela pessoa. Portanto, o Amor é a força, o grande motor, por isso é tão importante sentirmo-nos amados.
PROGREDIR: Os trânsitos astrológicos levam-nos nesse sentido?
MJCF: Estes trânsitos levam-nos extraordinariamente para aí porque, por exemplo, Neptuno, o dono de Peixes, que tem a ver com este Amor, está a entrar agora em Peixes. Aquário e Peixes são os dois signos mais evoluídos do Zodíaco, que falam precisamente daquilo que está para lá do aqui e do agora. Aquário pela via mental e Peixes pela via emocional. Urano (que tem a ver com a mudança, com a ousadia) passou por Aquário e Peixes e, nesta altura, em Carneiro, convida-nos a ousarmos, a começar qualquer coisa de novo. Fala-se de mudança de paradigma e é completamente. Mudança em termos de saber que eu sou um indivíduo, livre, que tenho de estar inteiro comigo, que eu é que decido o que faço. Tendo em vista que eu sou um num meio do universo, quanto mais me for encontrando comigo, mais me vou sentindo ligada a todos os outros.
PROGREDIR: Por que razão ainda temos necessidade da comparação com o exterior?
MJCF: Se uma pessoa não aproveita bem as coisas que tem, vive carente. Se estivermos sempre a pensar que precisamos de coisas porque os nossos amigos também têm, então não reparamos e não aproveitamos o que temos. E o que temos vai ficando sem significado e vai desparecendo porque não vale a pena termos. Sinto isso e vejo em muitas pessoas que os tempos de crise - que são sempre uma passagem de nível - são um empurrão no sentido de vermos que há coisas que temos de largar para termos outras, muitas vezes sem sabermos quais. Ou então para apreciarmos de forma diferente aquilo que temos. Vivemos num país com imenso Sol, podemos andar, temos o mar ao pé. Somos responsáveis por aquilo que temos e por aquilo que somos.
PROGREDIR: Há uma passagem no livro que diz que nem sempre encontramos o Amor. Como é que isso é possível?
MJCF: Refiro-me ao Amor com maiúscula, que está para lá das emoções, sem necessidade de luta nem de fusão total com alguém. Amar é simplesmente abrir a Alma. Ou seja, o Amor é tudo, é o absoluto, é a verdade, é a força propulsora da vida. Isso é dado a cada um de nós. Cada um é convidado, desde o princípio da nossa vida, a conhecer o Amor através de muitas maneiras. Há pessoas que dizem que nunca amaram verdadeiramente ninguém. Mas digamos que o Amor está dentro de todos nós e manifesta-se através das pessoas e coisas de que gostamos. Agora, se eu restringir o Amor a casar ou viver intimamente, é normal a pessoa dizer que passou pela vida sem conhecer o Amor, mas eu não acho que isso seja verdade. Porque sem Amor não há vida. Digamos que a forma de irmos descobrindo o que é o Amor é procurando olhar para o milagre da vida que está a cada passo.
PROGREDIR: Mas, apesar desse conceito universal, o Amor varia de pessoa para pessoa?
MJCF: O Amor está em todo o lado, agora é evidente que a forma como cada um se apercebe varia de pessoa para pessoa. Eu penso que, para a pessoa se sentir realmente amada, não tem de depender de ter um marido ou um namorado, um pai ou uma mãe que a ame incondicionalmente. E o que está nas nossas cabeças é isso. Eu tenho Amor se houver alguma pessoa especial na minha vida. É completamente uma ilusão e, por causa dessa ilusão, dessa procura, dessa mania, muitas pessoas se desiludem e acontecem coisas terríveis (violência doméstica, crianças maltratadas, etc).
PROGREDIR: Qual é o segredo para nos sentirmos bem, convivendo com as nossas sombras e com esse Amor que habita em nós?
MJCF: É só aceitando o que no dia-a-dia nos é “imposto”. Estou com uma dor de cabeça horrorosa ou quero que aquela pessoa me telefone e ela não telefona. Ou seja, olhando para o dia. De manhã, é bom acordar e ter uma atitude de agradecimento. Há muitas coisas que fazemos maquinalmente: acordamos, levantamo-nos, tomamos o pequeno-almoço. Depois há coisas que temos mesmo de fazer maquinalmente, mas sempre que as podemos fazer de outra maneira, é fundamental. Se tivermos a Alma aberta, temos sempre motivos de agradecimento. E, claro, também temos motivos de entristecimento. Mas está nas nossas mãos dar mais peso, focalizar mais as nossas energias, para aquilo que nos é dado, como o Sol.
PROGREDIR: Que estratégias se podem usar para não nos sentirmos tão sós ou dependentes dos outros?
MJCF: Uma pessoa que vive sozinha, por exemplo, diz que não tem ninguém, mas há sítios onde as pessoas se encontram, como um jardim para jogar às cartas. Ter um ser vivo em casa também é importantíssimo. A pessoa tem de ter uma atitude ativa. O Amor não é uma coisa que se impõe, está em todos nós e no mundo todo, mas está como que a dizer “vem-me descobrir, eu estou à tua espera”. Não está escondido porque se manifesta, mas está à espera que o descubramos. Por exemplo, se eu estou a querer conquistar uma pessoa, então para ela sou sedutora, simpática, porque tenho aquela fisgada. Estou a canalizar as energias todas para ali e as outras coisas passam despercebidas. Só que o Amor, realmente, manifesta-se das mais variadas maneiras. Eu acho que tanto faz, ao nível do essencial, se é através de uma pessoa pela qual eu estou apaixonada, por um concerto ou por algo que uma pessoa escreve e me causa bem-estar. Esta descoberta do Amor, às vezes, é mais complicada do que outras e exige um longo trajeto.
| ENTREVISTA POR SOFIA FRAZOA JORNALISTA sofiafrazoa@revistaprogredir.com | FOTOGRAFIA POR JOANA AGUIAM FOTÓGRAFA 214 536 187 | 964 690 874 www.aguiam.com info@aguiam.com http://facebook.com/aguiamfotografas |
Revista Progredir, O Desenvolvimento Pessoal ao seu Alcance
Lua em Caranguejo

Se o tempo envelhecer o seu corpo
mas não envelhecer a sua emoção,
você será sempre feliz.
Augusto Cury
domingo, 4 de novembro de 2012
Gémeos - Eu Penso
Gémeos, o terceiro signo do zodíaco, um signo de Ar (Comunicação), Yang , mutável , regido por Mercúrio.
Este é o signo da comunicação. São de raciocínio muito rápido, e expressam-se com muita facilidade. A sua necessidade de falar (sendo mais evidente na mulher) é tanta que muitas vezes, falam por falar.
È mental, curioso, um estudioso, interessa-se por imensos assuntos ao mesmo tempo ,pois tem necessidade de informação e a maior parte das vezes perde-se na falta de profundidade, com a necessidade de querer conhecer tudo.
A superficialidade um dos seus piores defeitos.
O seu grande interesse por querer saber tudo, faz com que dificilmente se mantenha num, pois são impacientes por natureza.
São versáteis, adaptando-se com facilidade ás situações que são colocados perante a vida.
Apesar de parecerem sempre aéreos , sabem muito bem defender os seus interesses.
Desafia-los para uma competição intelectual, é mesmo um desafio, pois conseguem com muita facilidade dar a volta á questão com conversa. É capaz de torcer um oito com a sua ginástica mental, levar te a concordar com isso e a gostares dele por te ter dito isso :)
O Geminiano típico, chega atrasado não porque se esqueceu das horas , porque ao longo do percurso , encontrou outras coisas que despertaram o seu interesse.
O que é espantoso num Geminiano, é que este mais facilmente pode sofrer de um esgotamento emocional devido ao tédio e por estar só, do que por hiperatividade.
Como indica o nome os Geminianos, têm muitas vezes duas personalidades, uma extrovertida e muito comunicativa, outra mais taciturna , deprimida e silenciosa.
O ponto de conflito de Gêmeos é sem dúvida a dualidade, entre a irresponsabilidade da criança e a racionalidade do adulto. Fazer a grande transformação, a grande alquimia é seu desafio principal.
Quem tem uma relação com um Geminiano sabe que a vida é uma aventura constante e tédio é palavra que não existe no dicionário , sendo muito difícil prende-lo a não ser que lhe dês sempre algo novo para ele se interessar. Não gostam de falar das sua emoções, e sem te dares conta mudam esse assunto quase tabu. Amam a liberdade e não gostam de obrigações.
Infieis? Que pergunta! São muito fieis aos seus princípios :)
E o beijo?! Vais precisar de falar, pois ele ama falar e depois tens de o calar com um beijo, pois na hora de agir continua a falar :), durante continua a falar , vais ter mesmo de lhe cortar a respiração senão ele não para de pensar e falar :)
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